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O Que Acontecia Comigo Quando Eu Era Pressionada Por Vendas

Despedida de solteiro sempre tem aquela brincadeirinha desconfortável, né.

A noiva paga uma prenda na companhia de uma amiga. Na da minha cunhada teve funk, boquinha da garrafa e Anitta. Abre um parênteses: estranho é admitir que você sabe de cor a letra da boquinha da garrafa. hahaha  #praga. Enfim …   

Eu sempre tento me esconder atrás de alguém pra não ser a escolhida que vai dançar junto com a noiva. Alguém?? 🙋 

Era assim também toda vez que o Sr. Faresin, sócio-fundador e presidente da empresa onde trabalhei na Itália, aparecia no setor comercial para conferir “il libro degli ordini”. (era um fichário impresso que ficava em cima de um balcão).

Eu não podia saber quando ele iria aparecer, em que dia do mês ou da semana, só sei que, a cada 15 ou 20 dias ele passava por lá para verificar quantas máquinas, nós do time comercial, tínhamos vendido.

Aquele momento era o terror pra mim.

 

Quando tinha pouco pedido ele lançava um olhar raio lazer entre nós e escolhia um para fazer o seu interrogatório:

“Filippo, ma che cazzo!!! Come mai non è venuta ancora l’ordine del dealer brasiliano?

(Filippo, mas que merda!!! Como assim que não veio ainda o pedido do revendedor brasileiro?)”

E enquanto o Filippo, que era meu gestor, hesitava entre uma explicação e outra, eu ia deslizando na cadeira, tentando me esconder atrás do computador, para que o Sr. Faresin não viesse falar comigo.

 

A pressão por vendas dava calafrios na boca do meu estômago.

Eu e o Filippo trabalhávamos muito bem em equipe: eu preparava o terreno e ele ia lá e fechava mais uma venda.

Porém, como o fechamento ficava sempre por conta dele, eu vivia com a sensação de que faltava dominar alguma técnica de vendas. Alguma “artimanha” que eu não fazia noção do que era, mas que precisava muito descobrir.  (haha…gente que bobagem)

Na época tudo que eu mais queria era a resposta para a pergunta do milhão: afinal, como ser um bom vendedor??

[Eu em uma feira internacional de máquinas, em 2011. A primeira que participei sem o Filippo. O sorriso no rosto era a forma que eu usava para lidar com o terror de ter que voltar para a Itália sem pedidos.]

Hoje eu entendo que não existe uma resposta única que defina o que é ser um bom vendedor. E principalmente que vender envolve muito mais empatia e estratégia do que artimanhas.

Empatia porque se você não estiver disposto a conhecer o cliente do avesso, saber quais são os seus medos e sonhos mais profundos, você não consegue liderar ele na tomada de decisão de contratar você.

Estratégia porque é preciso posicionar um serviço/produto de acordo com as motivações do cliente para comprar e não conforme as nossas razões para vender:

1. Você quer vender uma consultoria em marketing para que o cliente use as mídias sociais com sucesso.

2.O cliente quer a tranquilidade de que o seu negócio não irá falir por falta de visibilidade online.

1.Você quer vender um curso de culinária para que o cliente aprenda a fazer sopas e caldos.

2.O cliente quer ter a experiência de encher a casa de amigos e oferecer um jantar delicioso numa noite de inverno.

Quando você conhece o teu cliente e entende os motivos que levam ele a comprar teus produtos/serviços, vender deixa de ser algo que envolve “artimanhas” ou um bom papo de vendedor.

Se torna uma oportunidade para liderar (esta palavrinha de novo) o cliente na conquista do que ele quer para a vida/o negócio dele. Ele apenas não sabe o caminho para chegar no objetivo.

Um beijo e até a próxima,

Luciane Luza


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(De quebra aprenda a vender no online sem perder o jeito natural de comunicar).

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